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Rádio Costa Oeste
O município de São Miguel do Iguaçu intensifica a divulgação do programa Família Acolhedora. Em entrevista ao Costa Oeste News, a psicóloga Lenise Batisti e a assistente social Rosane Bombarda detalharam o funcionamento da iniciativa, que provê abrigo temporário para crianças e adolescentes afastados da família de origem por determinação judicial.
Atualmente, nove núcleos familiares participam do serviço no município, prestando assistência a 15 menores de idade. A equipe técnica aponta a necessidade urgente de novos cadastros, com foco principal na recepção de grupos de irmãos e de adolescentes.
"A maior dificuldade concentra-se em encontrar voluntários dispostos a acolher grupos de irmãos e adolescentes", destacou a psicóloga Lenise Batisti durante a entrevista.
O programa caracteriza-se como uma modalidade de alta complexidade na rede de proteção social. O acolhimento ocorre de forma provisória, enquanto a Justiça avalia a possibilidade de retorno dos menores à família biológica ou o encaminhamento para adoção.
Para integrar a iniciativa, os interessados devem residir em São Miguel do Iguaçu há pelo menos um ano, comprovar renda própria e obter o consentimento de todos os residentes do domicílio. A administração municipal repassa um subsídio equivalente a um salário mínimo por criança acolhida, destinado exclusivamente aos custos de manutenção.
"A pessoa não pode ter interesse financeiro ou em adoção, pois o objetivo principal consiste em oferecer lar provisório e conceder afeto sem esperar retribuição", explicou a assistente social Rosane Bombarda.
Para atrair novos participantes, a prefeitura realiza nesta sexta-feira (23) o Festival da Família Acolhedora. O evento ocorre na Rua Coberta, ao lado da prefeitura, das 14h às 20h.
A programação aberta ao público inclui atividades lúdicas, brinquedos infláveis, cineminha e a prestação de informações detalhadas com fichas de cadastro para os interessados em integrar a rede de proteção no município.
Fonte: Costa Oeste News