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Rádio Costa Oeste
A busca por métodos alternativos ao financiamento tradicional e a reconfiguração do consórcio como instrumento de alocação de capital e criação de poupança têm impulsionado o mercado de crédito no Paraná. Atenta a essa demanda, a administradora HS Consórcios e a corretora regional Lucro Certo promovem, no dia 1º de setembro, às 19h30, em São Miguel do Iguaçu (PR), um seminário voltado à Aquisição, Poupança e Investimento (API).
Em entrevista ao jornal Costa Oeste News nesta quinta-feira (30), o representante da Lucro Certo/HS Consórcios em São Miguel do Iguaçu, Adriano Domingos, explicou como a modalidade tem sido utilizada para patrimônio e rendimento financeiro.
Planejamento frente aos juros do financiamento
Na análise de cenários para a compra do imóvel próprio, a modalidade de consórcio destaca-se pela isenção de taxa de juros, contando apenas com a taxa de administração cobrada pelas gestoras do fundo.
Ao comparar as opções de mercado para a aquisição imobiliária, o especialista reforça que a operação à vista nem sempre é a mais viável por descapitalizar o comprador, enquanto o financiamento bancário de longo prazo costuma encarecer excessivamente o bem final.
"O financiamento é uma boa opção para quem precisa sair do aluguel imediatamente, mas a parte difícil é que você precisa dar de 30% a 40% de entrada e o saldo financiado em 35 anos pode custar duas ou três vezes mais. O consórcio é planejamento: você vai pagando mês a mês, concorre aos sorteios e, no final das contas, o custo é substancialmente menor", afirmou Adriano Domingos.
Em relação à utilização das cartas de crédito como estratégia financeira, o representante explicou que a operação atrai empresários e investidores focados na rentabilidade pós-contemplação. "O consórcio em si não é um investimento, mas pode ser usado como tal. Uma parcela expressiva de empresários atua como investidora na nossa carteira, seja para a construção de patrimônio com rentabilidade de aluguel ou para a negociação da carta contemplada no mercado", disse.
Critérios de liberação e desmistificação do setor
Apesar da flexibilidade na contratação das cotas, a liberação de crédito após a contemplação obedece a regras de análise de risco e garantias operacionais.
Para a liberação dos recursos na compra de bens imóveis e veículos, as administradoras exigem comprovação de renda proporcional e regularidade cadastral e documental.
"Para imóvel, é necessário ter o nome limpo, comprovar renda de três vezes o valor da parcela e o bem precisa estar 100% regularizado, escriturado e averbado. O dinheiro não vai para a conta do consorciado, ele é transferido diretamente ao vendedor do imóvel ou do veículo", detalhou Domingos.
O seminário técnico programado para 1º de setembro em São Miguel do Iguaçu será restrito a convidados e clientes que realizarem confirmação prévia de presença junto aos organizadores.
Fonte: Costa Oeste News