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SMI: Secretaria de Meio Ambiente fiscaliza podas drásticas

Secretaria adverte contra cortes ilegais de árvores e orienta moradores a seguirem o cronograma oficial de recolha.

  • 12/06/2026
  • Foto(s): Ilustração
  • Região

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente intensificou as ações de fiscalização para coibir a realização de podas drásticas e irregulares na área central e nos bairros periféricos. A ofensiva resultou na notificação de 11 moradores em apenas um dia. As intervenções sem critérios técnicos destroem a copa das árvores e violam as diretrizes estabelecidas pelo plano municipal de arborização urbana.

A fiscalização tem caráter orientativo nesta primeira fase de implementação do plano, com o objetivo de conscientizar a população. Contudo, multas administrativas passarão a ser aplicadas em casos de reincidência. O corte severo e a mutilação de espécimes em vias públicas configuram crime ambiental previsto em legislação federal, uma vez que a vegetação do passeio público é considerada de patrimônio e uso coletivo.

Critério técnico e riscos à segurança

O departamento técnico da pasta reforça que a poda correta restringe-se à remoção de, no máximo, 25% da copa para a condução do crescimento ou limpeza de galhos secos. A supressão total das folhas impede o processo de fotossíntese, forçando o uso das reservas de energia da planta, o que reduz drasticamente a vida útil e abre portas para a proliferação de fungos e pragas.

Colaboradores da Secretaria de Meio Ambiente alertam para os perigos de intervenções por conta própria, especialmente quando os galhos atingem as redes de distribuição de energia elétrica:

"O passeio público é de responsabilidade do município, inclusive para evitar riscos humanos. Quando a vegetação atinge a fiação de alta tensão, é necessário abrir um protocolo junto à Copel para que as equipes técnicas especializadas realizem o desligamento ou o manejo da linha viva de forma segura."

Cronograma de recolha e destinação

Outro gargalo enfrentado pelas equipes é o acúmulo desordenado de resíduos nas calçadas devido ao desrespeito ao calendário de coleta. O serviço de recolhimento de galhos, realizado por empresa terceirizada, divide a cidade em quatro setores semanais. Quando o morador realiza a poda fora do período estipulado para a região correspondente, o material pode bloquear as vias por até 15 dias, gerando problemas de saúde pública, como criadouros do mosquito da dengue e o surgimento de escorpiões.

A recomendação técnica orienta os cidadãos a oficializarem pedidos via protocolo físico ou por canais digitais, como o sistema online disponibilizado no portal do município, antes de iniciarem qualquer corte doméstico:

"Muitos munícipes realizam os cortes nos finais de semana e exigem a coleta imediata, mas é fundamental que se respeite o cronograma do setor para evitar o acúmulo de detritos que prejudica o trânsito de pedestres. A prefeitura conta com um caminhão triturador de galhos acoplado, que reduz o volume do material no próprio local da poda."

Todo o material triturado durante as operações é destinado ao Horto Municipal. Os resíduos orgânicos resultantes do processo são disponibilizados gratuitamente para moradores que desejam utilizá-los como adubo em hortas particulares. A retirada do composto é isenta de taxas, sendo cobrada apenas uma guia de transporte caso o munícipe necessite que a entrega seja realizada por caminhões da prefeitura.

Desafio da diversificação

O plano de arborização também prevê a substituição gradual de árvores frutíferas e espécies exóticas por mudas nativas da região. O plantio de mangueiras e jabuticabeiras em calçadas é desaconselhado devido ao risco de quedas de pedestres, sujeira no asfalto e atração de vetores.

Além disso, o município enfrenta uma superpopulação da espécie brinco-de-índio, que ocupa quase 34% da malha verde urbana, quando o recomendado para manter o equilíbrio biológico é o teto de 10% por variedade. A meta dos técnicos da pasta é diversificar a flora urbana para proteger a cobertura vegetal da cidade contra possíveis pragas específicas que possam dizimar a arborização local.

Fonte: Costa Oeste News

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