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Indústria paranaense busca profissionais em mercado de trabalho aquecido

Paraná criou 69,6 mil empregos formais no primeiro semestre; qualificação e novas competências são desafios para aproximar talentos e empresas.

Indústria paranaense busca profissionais em mercado de trabalho aquecido

O mercado de trabalho aquecido no Paraná amplia as oportunidades para quem busca emprego, mas também evidencia um desafio para a indústria: encontrar profissionais com as qualificações necessárias para ocupar as vagas disponíveis. No primeiro semestre de 2026, o Estado registrou saldo de 69.638 novos postos de trabalho com carteira assinada, terceiro melhor resultado do país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. 


No Brasil, foram criados 921,6 mil vínculos formais no período, dos quais 143,4 mil no setor fabril, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os números mostram um cenário positivo para a empregabilidade, mas a expansão das contratações ocorre ao mesmo tempo em que as empresas enfrentam dificuldades para preencher posições com mão de obra qualificada.


Para o superintendente do IEL Paraná, Alessandro de Castro, aproximar as necessidades das empresas dos profissionais disponíveis exige atenção tanto à formação quanto às transformações do próprio mercado. “Temos um mercado que está gerando oportunidades, mas existe um descompasso entre algumas competências demandadas pelas empresas e os perfis disponíveis. O desafio é aproximar esses dois lados, preparando profissionais para as novas necessidades da indústria e ajudando as organizações a identificar com clareza as competências realmente necessárias para cada função”, afirma Castro.


Esse cenário também é abordado pelo estudo Tendências de Empregabilidade 2026, desenvolvido pelo IEL Paraná em parceria com o Observatório Sistema Fiep. Além da formação técnica e do conhecimento específico, características como adaptabilidade, aprendizado contínuo, comunicação e capacidade de relacionamento ganham importância nos processos de contratação.


Tecnologia transforma profissões

A inteligência artificial e outras tecnologias digitais também estão modificando atividades, métodos de trabalho e competências exigidas dos profissionais. Ao mesmo tempo em que conhecimentos tecnológicos passam a fazer parte de diferentes ocupações, habilidades essencialmente humanas, como pensamento crítico, flexibilidade e inteligência relacional, ganham relevância.


“A tecnologia não elimina a importância das pessoas, mas transforma a maneira como elas trabalham e as competências necessárias para desempenhar suas funções. A capacidade de aprender continuamente e de se adaptar passa a ser determinante para acompanhar essas mudanças e construir uma trajetória profissional sustentável”, destaca Castro.


A atualização profissional, portanto, deixa de estar concentrada apenas em momentos específicos da carreira. Para quem procura a primeira oportunidade, compreender o que o mercado valoriza e saber apresentar experiências acadêmicas, projetos e atividades voluntárias pode fazer diferença. Para profissionais que pretendem mudar de área, o caminho passa também pela identificação de conhecimentos e competências que podem ser aproveitados em uma nova atividade.


Do lado das empresas, o desafio inclui definir com precisão os perfis procurados, elaborar descrições claras das vagas e estruturar processos seletivos coerentes com as atividades que serão efetivamente desempenhadas.


Da primeira oportunidade ao desenvolvimento profissional

Para contribuir com essa conexão, o IEL Paraná atua em diferentes etapas da jornada profissional. O portfólio inclui programas de Estágio, Aprendizagem, Trainee, Academia de Talentos e Talento Inovação, além do Emprega Indústria, plataforma voltada à conexão entre profissionais e organizações. “A empregabilidade precisa ser trabalhada como uma jornada. Ela começa na preparação dos jovens para ingressar no mercado, mas continua com a atualização e o desenvolvimento ao longo de toda a vida profissional. Ao mesmo tempo, precisamos apoiar as indústrias na identificação e formação dos talentos de que necessitam para crescer e se manter competitivas”, explica o superintendente do IEL Paraná.


Nesse ambiente de transformação, a qualificação permanente ganha espaço como uma das principais estratégias para reduzir a distância entre vagas e candidatos. Para as empresas, investir no desenvolvimento de pessoas e aperfeiçoar os processos de recrutamento também se torna parte da estratégia para ampliar produtividade e competitividade.


Mais informações sobre oportunidades e iniciativas voltadas à empregabilidade estão disponíveis em empregaindustria.com.br


Fonte: Assessoria

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