106,5 FM
Rádio Costa Oeste
A Justiça Eleitoral promoveu uma reunião de alinhamento com as forças de segurança em São Miguel do Iguaçu para estruturar a fiscalização do próximo pleito. O encontro reuniu representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Defesa Civil e Ministério Público Eleitoral no Fórum Eleitoral do município.
Em entrevista concedida para orientar os eleitores de São Miguel do Iguaçu e Itaipulândia, a juíza eleitoral da comarca, Patrícia Reinert, chamou a atenção para a complexidade desta votação. Os eleitores registrarão seis votos na urna eletrônica, na seguinte ordem: deputado federal, deputado estadual, primeira vaga para senador, segunda vaga para senador, governador e presidente.
Diante do número de candidatos, a magistrada reforçou a necessidade do uso da colinha de papel no momento do voto. "É uma eleição mais complicada que a municipal, em que se vota em apenas dois cargos. É muito importante que todos os eleitores tragam a anotação para não se confundir na hora de digitar", alertou Patrícia Reinert.
A juíza também abordou o tempo de resposta do equipamento no momento da confirmação. "Às vezes demora um pouco para carregar a foto do candidato e a pessoa fica pressada. Se os números foram inseridos corretamente e o botão verde foi apertado, o voto será computado. As urnas são preparadas para isso", esclareceu.
O voto é obrigatório para cidadãos alfabetizados com idade entre 18 e 70 anos, e facultativo para jovens de 16 a 18 anos, idosos acima de 70 anos e analfabetos. Aqueles que precisarem justificar a ausência devem priorizar os canais digitais. "A orientação é fazer a justificativa pelo e-Título para evitar filas nas seções. É recomendável baixar o aplicativo e conferir o cadastro com antecedência", apontou a juíza, lembrando que todos os prazos para novos cadastros e voto em trânsito já estão encerrados.
A magistrada alertou ainda para as sanções administrativas impostas a quem deixar de votar e não apresentar justificativa até dezembro. A pendência com a Justiça Eleitoral pode impedir a emissão de passaporte e a posse em cargos públicos obtidos via concurso.
Durante a entrevista, o combate ao assédio eleitoral também recebeu destaque. A prática abrange coações ou ameaças, principalmente no ambiente de trabalho, para forçar a escolha de determinado candidato. Ocorrências dessa natureza devem ser denunciadas ao Ministério Público do Trabalho e à Justiça Eleitoral.
Sobre a integridade do sistema, Patrícia Reinert defendeu a atuação das instituições e a confiabilidade das urnas eletrônicas. "O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná possui certificações de excelência e muita gente trabalha nos bastidores para que a votação ocorra em segurança. A Justiça Eleitoral do Brasil é uma das mais avançadas e seguras do mundo", ressaltou.
Quanto ao uso da inteligência artificial e à circulação de conteúdos falsos durante a campanha, a recomendação é a checagem rigorosa das fontes antes do compartilhamento de qualquer mensagem.
Por fim, a juíza relembrou as restrições válidas para o dia da eleição. A partir da meia-noite anterior ao pleito, qualquer tipo de propaganda política — incluindo distribuição de santinhos, uso de alto-falantes e carreatas — fica proibida e configura crime de boca de urna. O eleitor tem direito apenas à manifestação individual e silenciosa, sendo permitido o uso de broches, adesivos ou cores de preferência pessoal ao comparecer à seção eleitoral.
Fonte: Costa Oeste News