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SAMU: Saiba quando acionar o serviço de urgência e o papel da tecnologia no atendimento

Coordenadora do serviço detalha fluxos de resposta, esclarece o uso do aplicativo para suporte em áreas de sinal instável e alerta sobre o impacto de acionamentos desnecessários.

  • 18/08/2026
  • Foto(s): Costa Oeste News
  • Região

A rotina de urgência e emergência exige precisão, agilidade e, acima de tudo, o entendimento claro da população sobre o funcionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Em entrevista ao canal Costa Oeste News, Cátia Bartolomeu, coordenadora do SAMU em São Miguel do Iguaçu, destacou pontos cruciais para que o socorro seja prestado de forma eficiente.

Quando acionar o 192

O serviço é voltado estritamente para casos de urgência e emergência, como quadros de convulsão, gestantes em trabalho de parto, hemorragias e acidentes automobilísticos. A coordenadora ressalta que o suporte básico (Bravo 21) atua nessas prioridades, enquanto casos de altíssima complexidade podem exigir o deslocamento da Unidade de Suporte Avançado (USA), acionada via regulação de Foz do Iguaçu.

Um ponto de atenção levantado é o uso da ambulância "branca" (sanitária) para procedimentos de rotina, como trocas de sonda ou transporte de pacientes acamados. O uso indevido do 192 para essas demandas compromete a disponibilidade de equipes para atendimentos vitais.

O fator tempo e a precisão dos dados

A celeridade no atendimento depende da qualidade das informações fornecidas no momento do chamado. O processo de triagem feito pelo Técnico Auxiliar de Regulação Médica (Tarm) é fundamental para que o médico regulador determine a viatura correta. Informações imprecisas sobre a localização ou sobre o estado da vítima podem gerar atrasos desnecessários.

Sobre a ansiedade dos solicitantes, Cátia ressalta que a compreensão do processo é essencial para a segurança geral. "Para quem trabalha na área da saúde, o tempo de resposta é hábil, mas para pessoas leigas, cada minuto parece uma eternidade", explica a coordenadora. "Quando ocorre o atendimento, a primeira coisa é demonstrar domínio para transmitir segurança à família diante do quadro."

Além disso, a gestora alerta sobre uma prática preocupante: pacientes que, após acionarem o serviço, deslocam-se por meios próprios sem aviso. "No momento que a pessoa acionou o SAMU, assumiu uma responsabilidade com a vida da vítima. Ao ir embora por conta própria, pode deixar alguém que necessita de ajuda desassistido, pois a equipe se deslocou para um local onde não há mais ninguém", pontua.

Tecnologia como aliada

Para contornar as dificuldades de sinal telefônico em áreas rurais ou periféricas, o uso do aplicativo SAMU IPCOM surge como alternativa. A ferramenta permite que o cidadão acione o socorro e compartilhe a localização exata, mesmo em locais onde a rede de telefonia convencional falha. A orientação é que dados cadastrais sejam preenchidos no aplicativo com antecedência para agilizar o processo em uma emergência real.

Fonte: Costa Oeste News

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