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Rádio Costa Oeste
O município de São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná, consolidou a posição de destaque no cenário do paradesporto nacional por meio do handebol em cadeira de rodas. A equipe local garantiu recentemente a quarta colocação no Campeonato Brasileiro da modalidade, realizado em São Paulo, posicionando-se entre as quatro melhores estruturas esportivas do país após enfrentar as 11 principais potências nacionais da categoria.
Em entrevista ao Costa Oeste News nesta quinta-feira (18), o técnico da equipe, professor Roberto Spemberberg, analisou o desempenho na competição nacional. O treinador destacou que o grupo demonstrou uma evolução tática e técnica significativa, além de um forte amadurecimento emocional para reverter resultados adversos em partidas decisivas, como nos confrontos equilibrados contra Cascavel (atual bicampeão) e Chapecó.
O projeto do handebol adaptado em São Miguel do Iguaçu possui um histórico de dezoito anos de atividade, tendo sido idealizado na cidade em 2007 pelo próprio Roberto Spemberberg, em parceria com os professores Ancelmo e Douglas Borella. Após passar pela condução de outros técnicos ao longo de quase duas décadas, Spemberberg reassumiu o comando da equipe em fevereiro do ano passado.
Rumo ao Mundial de Handebol na Espanha
O nível competitivo alcançado pela equipe atraiu a atenção da comissão técnica da Confederação Brasileira. Dois atletas de São Miguel do Iguaçu estão cotados nos bastidores para integrar a lista de convocados da pré-seleção brasileira que disputará o Campeonato Mundial de Handebol em Cadeira de Rodas, agendado para ocorrer entre 14 e 19 de setembro de 2026, na Espanha.
"Para uma cidade de aproximadamente 30 mil habitantes, rivalizar com grandes capitais e colocar dois atletas no radar do cenário internacional é uma conquista de enorme valor para o esporte local", sublinhou o técnico.
Rotina de Treinos e Inclusão no Esporte de Rendimento
Os treinos de handebol em cadeira de rodas destinam-se a pessoas com lesões medulares, amputações de membros inferiores ou outras deficiências físicas. As atividades ocorrem regularmente às terças e quintas-feiras, no Ginásio de Esportes Joelson Marcelino, das 19h30 às 21h30. O projeto conta com o auxílio técnico de João Pedro e o apoio da Secretaria Municipal de Esportes.
Spemberberg reforçou que o paradesporto na região evoluiu para além do caráter recreativo, sendo encarado com o rigor e a dedicação do esporte convencional de alto rendimento. Muitos dos atletas conciliam jornadas normais de trabalho durante o dia com a rotina de treinos noturnos, servindo de exemplo de superação e inclusão social por meio do esporte.
Fonte: Costa Oeste News