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Codetri pleiteia abertura integral da Ponte da Integração para desafogar tráfego na fronteira

Entidade enviou documento oficial a autoridades brasileiras e paraguaias cobrando liberação diurna para veículos leves.

Codetri pleiteia abertura integral da Ponte da Integração para desafogar tráfego na fronteira

O Conselho de Desenvolvimento da Região Tri-Nacional (Codetri), que reúne os conselhos de desenvolvimento de quatro cidades da fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, formalizou um pedido oficial para a ampliação do fluxo de veículos na Ponte da Integração. A estrutura, que conecta Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco (Paraguai), está concluída há mais de dois anos, mas opera sob restrições severas de tráfego.

Em entrevista ao Costa Oeste News, o presidente do Codetri, Roni Temp, detalhou o teor do documento encaminhado aos órgãos governamentais de ambos os países durante a reunião mensal da comissão binacional. Atualmente, a travessia está liberada apenas no período noturno e exclusivamente para o trânsito de caminhões vazios. A entidade de desenvolvimento regional defende que a estrutura seja liberada durante o dia para carros de passeio, vans de turismo e veículos de transporte de moradores da região fronteiriça.

Gargalo logístico na infraestrutura paraguaia

De acordo com o levantamento do Codetri, o plano original de desviar integralmente o fluxo de veículos de carga pesada para a nova estrutura enfrenta entraves logísticos no lado paraguaio. O cronograma de obras da ponte sobre o Rio Mondaí, no Paraguai — via de acesso essencial para conectar o corredor internacional à malha viária de Presidente Franco —, avança em ritmo lento, com previsão de conclusão postergada para meados de 2027.

O atraso nas obras de acesso no Paraguai impede a circulação de caminhões carregados por tempo indeterminado.

Diante do cenário de subutilização da infraestrutura, os conselhos de desenvolvimento argumentam que a liberação imediata para veículos leves minimizaria os congestionamentos crônicos na Ponte Internacional da Amizade. O gargalo afeta diariamente o comércio, o turismo e o deslocamento de trabalhadores que transitam entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este.

Fonte: Costa Oeste News

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