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São Miguel do Iguaçu: Congregação das Irmãs Franciscanas celebra 750 anos com evento festivo

Irmã Elena Maria Dilly relembrou trajetória de mais de três décadas na vida consagrada, a atuação em áreas remotas do país e a história da instituição fundada no século XIII.

  • 16/05/2026
  • Foto(s): Costa Oeste News
  • Região

A Congregação das Irmãs Franciscanas celebra neste sábado (16) o jubileu de 750 anos de fundação. Para marcar a data, a comunidade de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná, realiza uma programação especial que inclui uma missa solene e um jantar comemorativo.

Em entrevista concedida ao Costa Oeste News, a irmã Elena Maria Dilly, que atua na região, compartilhou detalhes sobre a história da instituição e a própria trajetória de mais de 35 anos dedicados ao serviço religioso e social.

Origem medieval e chegada ao Brasil

Fundada em 1276, apenas 50 anos após a morte de São Francisco de Assis, a congregação teve início na Alemanha com a iniciativa de duas jovens de famílias nobres. Sensibilizadas pela situação de exclusão das pessoas que sofriam de lepra (hanseníase) fora dos muros das cidades, elas abriram mão dos bens materiais para se dedicar ao cuidado dos enfermos.

Ao longo dos séculos, as frentes de atuação se expandiram para a educação, a saúde e a ação pastoral. Atualmente, as Irmãs Franciscanas de Ingolstadt mantêm comunidades ativas na Alemanha, em Angola e no Brasil.

A chegada da congregação ao município de São Miguel do Iguaçu ocorreu há 62 anos. De acordo com relatos históricos preservados em documentos da própria instituição, as primeiras religiosas encontraram uma estrutura extremamente precária. "A única coisa que as irmãs encontraram na casa foi um toco e, em cima desse toco, a imagem de Nossa Senhora de Fátima. O povo foi acolhendo e ajudando com doações básicas", relembrou a irmã Helena durante a entrevista.

Trajetória de dedicação e o "Paz e Bem"

Natural do município de Iraceminha, no oeste de Santa Catarina, irmã Elena Maria ingressou na vida consagrada aos 17 anos. A vocação, segundo relata, foi influenciada por uma promessa familiar e pelo exemplo de quatro tias que também eram religiosas.

Antes de se estabelecer no Paraná, a freira acumulou passagens por diversas regiões do Brasil. Entre as experiências marcantes, destacam-se os nove anos vividos em Altamira, no Pará, onde atuou junto a comunidades locais e popularizou a tradicional saudação franciscana. "Muitos me conhecem como a 'Irmã do Paz e Bem', porque quando cheguei lá comecei com esse cumprimento e os moradores, inclusive os taxistas, estranhavam positivamente", contou.

Após o período na Região Norte, a religiosa passou por Ponta Grossa e Curitiba, onde se dedicou ao cuidado de irmãs idosas e a trabalhos paroquiais, antes de ser transferida para a atual missão no oeste paranaense.

Desafio das vocações na atualidade

A entrevista também trouxe uma reflexão sobre a redução no número de jovens que optam por ingressar na vida religiosa na atualidade. Estados que historicamente funcionavam como "celeiros de vocações", como Santa Catarina e o próprio Paraná, registram uma diminuição no índice de novos membros.

"Não é mais como no passado. Está cada vez mais raro encontrar alguém disposto a deixar a família e o que gosta para se entregar ao reino. Por isso, o que fala mais alto hoje é o testemunho diário", avaliou a irmã Helena.

Programação do Jubileu

As comemorações dos 750 anos da congregação em São Miguel do Iguaçu acontecem na noite deste sábado. A programação oficial terá início às 19h com a celebração de uma missa na paróquia local.

Na sequência, será servido um jantar por adesão no salão comunitário, com expectativa de público superior a 400 pessoas. A arrecadação do evento será revertida para a manutenção das obras sociais e educacionais mantidas pelas irmãs na região.

Fonte: Costa Oeste News

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