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Motoristas de aplicativo denunciam prejuízos com chamadas falsas em São Miguel do Iguaçu

Relatos apontam que

  • 28/02/2026
  • Foto(s): Ilustrativa
  • Região

Motoristas de transporte por aplicativo que atuam em São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná, estão em alerta diante de um problema crescente: o aumento de chamadas falsas. Em entrevista concedida na manhã deste sábado (28) ao programa Voz da Comunidade, na Rádio Costa Oeste, os representantes da categoria Janaina Nicolau e Emerson Rodrigues relataram que a prática tem gerado não apenas prejuízos financeiros, mas também insegurança para quem trabalha nas ruas.

O cenário descrito pelos profissionais envolve solicitações de corridas que, ao serem aceitas, levam o motorista até o local de embarque, onde ninguém aparece. Em muitos casos, os destinos são áreas isoladas ou distantes do centro, o que agrava o impacto no bolso do trabalhador.

Prejuízo no bolso e tempo perdido

Para o motorista de aplicativo, cada quilômetro rodado sem passageiro representa uma perda direta de receita. Com o preço atual dos combustíveis, o deslocamento em vão compromete o lucro da jornada diária.

"A gente sai, gasta combustível, gasta pneu e chega no local e é um trote. Isso atrapalha quem realmente precisa do serviço, pois enquanto estamos atendendo uma chamada falsa, um passageiro real pode estar esperando", relatou Janaina Nicolau.

Questão de segurança

Além da questão financeira, as chamadas falsas acendem um sinal de alerta para a segurança pública. Os motoristas temem que esses pedidos inexistentes possam ser usados para atrair profissionais para emboscadas ou locais de risco. Emerson Rodrigues destacou que a categoria vive em constante vigilância.

"É uma situação que gera um estresse constante. Você nunca sabe se a pessoa que chamou é realmente um cliente ou alguém querendo aplicar um golpe ou algo pior", completou Emerson.

O que dizem as empresas e autoridades

A orientação para os motoristas é que sempre reportem o perfil do usuário que realizou a chamada falsa dentro das próprias plataformas. As empresas de aplicativo afirmam que possuem sistemas de inteligência para identificar comportamentos suspeitos e banir contas fraudulentas, mas a categoria pede critérios mais rigorosos de validação de dados no momento do cadastro do passageiro, como a exigência de CPF ou reconhecimento facial.

Os profissionais de São Miguel do Iguaçu têm criado redes de comunicação próprias para compartilhar informações sobre perfis suspeitos e locais de risco, tentando minimizar os impactos da prática na rotina de trabalho.

Fonte: Costa Oeste News

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