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Crime ambiental no Rio Pinto repercutiu nacionalmente e gerou debate sobre preservação em São Miguel do Iguaçu

Morte em massa de peixes e mudança na cor da água mobilizaram moradores e autoridades na última semana; Secretaria de Meio Ambiente discutiu desdobramentos e reforçou necessidade de vigilância.

  • 26/01/2026
  • Foto(s): Costa Oeste News
  • Região

Um grave incidente ambiental no Rio Pinto, em São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná, mobilizou autoridades e chocou a comunidade local na última semana. O despejo de uma substância ainda não identificada provocou a morte de centenas de peixes e alterou drasticamente a coloração da água, que adquiriu um aspecto leitoso. O caso, que ganhou repercussão nacional após imagens viralizarem nas redes sociais, está sendo investigado como crime ambiental.

A poluição foi detectada na tarde da última quarta-feira (21) por moradores ribeirinhos. Gelson de Souza, residente às margens do rio há 40 anos, descreveu o cenário como "aterrador". Segundo o morador, por volta das 15h20, um forte odor químico tomou conta da região, e a água apresentou uma tonalidade branca intensa. "Parecia um final de mundo. Eram peixes querendo voar para sair daquela situação", relatou Gelson em entrevista ao Costa Oeste News.

A mortandade atingiu diversas espécies nativas e introduzidas, incluindo lambaris, cascudos — fundamentais para a limpeza do leito —, tilápias e até exemplares de pacu e muçum. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o dano é significativo, uma vez que o Rio Pinto atravessa o perímetro urbano e deságua no Lago de Itaipu, afetando diretamente o ecossistema regional e as atividades de pesca.

Marcos Babinski, diretor do Meio Ambiente do município, afirmou que as equipes foram acionadas imediatamente e identificaram que o poluente partiu de uma galeria pluvial. "A coloração era muito contundente e o cheiro assemelhava-se ao de inseticidas químicos, mas apenas a análise laboratorial poderá confirmar a toxicidade e o tipo de produto", explicou o diretor.

Técnicos do Instituto Água e Terra (IAT) realizaram a coleta de amostras da água, que foram encaminhadas para análise em Toledo e Curitiba. A suspeita principal é de descarte irregular em bocas de lobo, já que as galerias pluviais não possuem ligação com a rede de esgoto doméstico.

A prefeitura informou que já realizou a limpeza do leito para a retirada dos peixes mortos, visando acelerar a recuperação natural do fluxo do rio e minimizar os riscos à saúde pública. As autoridades agora buscam identificar os responsáveis pelo despejo.

A Polícia Ambiental e o IAT monitoram a área. Denúncias anônimas que possam ajudar na identificação dos autores do crime podem ser feitas à ouvidoria municipal ou diretamente à Secretaria de Meio Ambiente pelo telefone (45) 3565-8107.

Fonte: Costa Oeste News

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