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Rádio Costa Oeste
Em entrevista concedida na manhã deste domingo (04) no Fórum Eleitoral de São Miguel do Iguaçu, a juíza eleitoral Patrícia Reinert Lang garantiu o pleito com baterias reservas e segurança reforçada após estragos do temporal.
A queda de energia provocada pelas fortes chuvas da semana no município não vai interromper o processo de votação no Oeste do Paraná. A garantia foi dada pela juíza eleitoral Patrícia Reinert Lang em entrevista concedida na manhã deste domingo, 04 de outubro, diretamente no Fórum Eleitoral de São Miguel do Iguaçu — estrutura que, inclusive, teve o portão derrubado durante a tempestade recente.
"Essa é uma preocupação muito grande. Na verdade, o TRE esse ano já tinha feito todo um plano de contingência esperando que isso pudesse acontecer", declarou a magistrada. "Essa semana, infelizmente, aqui em São Miguel e Itaipulândia, a gente teve uma tempestade muito feia, mas estamos trabalhando a todo vapor para que as eleições corram tranquilamente."
A Justiça Eleitoral destacou a autonomia do sistema eletrônico de votação diante dos blecautes. Patrícia Reinert Lang enfatizou que as urnas não dependem da rede elétrica externa por possuírem baterias internas de longa duração, além de contarem com o reforço de 60 baterias sobressalentes preparadas para substituição imediata, caso necessário.
"Nos locais que estão sem energia, está tendo votação normal, podem ir. Se você sabe que o seu local de votação está sem luz, você pode ir porque a urna tem bateria, ela não é ligada à internet, nada disso", explicou a juíza.
A magistrada também reiterou a segurança do processo ao desmistificar dúvidas sobre a vulnerabilidade do sistema contra ataques externos. "Uma dúvida que as pessoas têm: 'Ah, posso hackear a urna?'. Não, porque a urna não é conectada à internet", enfatizou.
Ela informou ainda que eventuais instabilidades técnicas e travamentos registrados no início do dia em seções locais, como na seção 51 (São Jorge) e no Vitorino, foram contornados sem maiores complicações. "Tivemos algumas urnas, mas nenhum problema sério, problemas apenas de travamento. E aí foi só desligar, ligar novamente e deu tudo certo."
Em relação aos horários e à organização das seções, a Justiça Eleitoral reforçou que o encerramento dos trabalhos ocorre às 17h, assegurando o direito de votar a todos os cidadãos que já estiverem na fila até o horário limite.
"Lembrando que em eleição presidencial a gente costuma sempre ter um pouquinho de fila. Então pode ser que às 17 horas encerre a votação, tem uma fila... todo mundo que está na fila vai votar até o fim", pontuou a juíza.
Devido à proibição do uso de aparelhos celulares dentro da cabine de votação, a magistrada orientou a população a levar os números dos candidatos anotados em papel, a tradicional "colinha", para agilizar o processo.
"Muito importante, especialmente nessa eleição, que todo mundo traga sua cola de casa. Lembrando que não pode levar celular na cabine, então não adianta trazer a cola no celular, tem que ser no papelzinho", alertou.
Para os eleitores que enfrentarem imprevistos graves no deslocamento, a Justiça Eleitoral indicou que a ausência poderá ser analisada posteriormente. "Claro que se a pessoa justificar que não teve transporte, que não conseguiu, e é uma justificativa plausível, vai ser aceita pela Justiça Eleitoral", declarou.
O esquema de logística e segurança no município conta com a atuação integrada das forças de segurança pública — incluindo Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros — e do Ministério Público Eleitoral para vistoriar locais de votação e coibir práticas de boca de urna.
A juíza esclareceu que o transporte público gratuito atende as áreas urbana e rural de São Miguel do Iguaçu e Itaipulândia, e que motoristas de aplicativo operam normalmente. Ela alertou, porém, para a diferença entre solidariedade e infração eleitoral.
"Se você está ali com a sua família e você: 'Ah, deixa eu te levar lá para o local de votação', um amigo, um vizinho pedir uma carona, não tem problema algum. O que não pode é um transporte contundente de vários eleitores", advertiu.
Por fim, a juíza lembrou que brasileiros residentes no Paraguai devem providenciar o próprio deslocamento até a seção — "se a pessoa quer vir do Paraguai para votar, aí precisa vir por conta própria" — e fez um apelo à moderação dos cidadãos quanto ao consumo de bebidas alcoólicas, visto que o estado não adotou a medida de Lei Seca.
"Não teve Lei Seca, mas a gente pede responsabilidade para todo mundo, que não extrapole no dia de hoje porque é um dia muito importante", concluiu.
Fonte: Costa Oeste News