Ouça ao vivo
Rádio Costa Oeste 106,5 FM

106,5 FM

Rádio Costa Oeste

Rádio Independência 92,7 FM

92,7 FM

Rádio Independência

Rádio Cultura 820 AM

820 AM

Rádio Cultura

Rádio Terra das Águas 93,3 FM

93,3 FM

Rádio Terra das Águas

Rádio Guaíra 89,7 FM

89,7 FM

Rádio Guaíra

Rádio Itaipulândia 92,3 FM

92,3 FM

Rádio Itaipulândia

Veja todas as Rádios

Cresol oportuniza recomeço para casal que encontrou no campo um novo caminho

Após perder a principal fonte de renda durante a pandemia, Alex e Mariana acessaram recursos do Pronaf, investiram na propriedade e hoje produzem tomates, morangos e hortaliças em Umuarama (PR)

Cresol oportuniza recomeço para casal que encontrou no campo um novo caminho

Quando a pandemia de Covid-19 chegou, em 2020, Alex e Mariana Girotto precisaram interromper uma história que vinha sendo construída em Curitiba (PR). Ele, natural de Umuarama, e ela, curitibana, trabalhavam com transporte escolar. Com as atividades paralisadas, a van que garantia a renda da família precisou ser vendida.

O que parecia ser o fim de um projeto acabou se transformando em um recomeço. O casal retornou para a propriedade da família de Alex, em Umuarama (PR), com pouco mais de um alqueire, equivalente a 2,42 hectares. A ideia inicial era permanecer no local apenas temporariamente. Cinco anos depois, o campo não é apenas o lugar onde vivem: tornou-se a atividade profissional, a fonte de renda e, principalmente, um espaço de realização.

Hoje, Alex e Mariana trabalham ao lado dos pais dele, do irmão e da cunhada, dedicando-se à produção de tomates, morangos, pimentão e outras hortaliças. A pequena propriedade ganhou novas estufas, novos cultivos e também novos planos.

“Quando a gente chegou, chegou aqui sem estufa, sem nada. Chegamos do zero”, relembra Alex.

Do zero à produção

A primeira estufa foi construída depois que o casal vendeu a van utilizada no transporte escolar. Com muito trabalho, começaram a produzir e, aos poucos, perceberam que poderiam transformar aquela pequena área em uma atividade sustentável para a família.

O desafio seguinte era ampliar a produção. Para isso, precisavam de crédito rural. Alex e Mariana já haviam procurado outras instituições financeiras em busca de recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), mas encontraram dificuldades para concretizar o acesso ao financiamento.

Foi nesse momento que a história da família se cruzou com a da Cresol.

O casal lembra da primeira visita do gerente de negócios da Cresol, Wesley Ferreira. Diferentemente de experiências anteriores, a conversa começou com proximidade e disposição para entender a realidade da família e encontrar uma solução.

Com o apoio da equipe, Alex e Mariana conseguiram acessar recursos do Pronaf para investimento na propriedade, viabilizando a construção de duas novas estufas para a produção de tomates, além de recursos para o custeio de culturas como morango, tomate e pimentão.

“Foi muito rápido. Na verdade, quem demorou mais foi a gente com a documentação. Passou a documentação para ele e, rapidinho, deu certo”, conta Alex.

Mais do que uma linha de crédito, o financiamento representou a possibilidade de transformar trabalho em estrutura e planejamento em crescimento. O Pronaf é voltado ao fortalecimento da agricultura familiar e possibilita o acesso a recursos para diferentes finalidades, como custeio da produção e investimentos na propriedade, contribuindo para a geração de renda e o desenvolvimento das famílias no campo.

O sabor de produzir

A rotina da propriedade é intensa, mas os resultados também são motivo de orgulho. Em uma estufa de aproximadamente mil metros quadrados, é possível colher de 20 mil e 30 mil quilos ao ano. Já a produção de morangos chega a cerca de quatro a cinco mil quilos por ano.

O trabalho exige planejamento. A terra precisa ser preparada e as áreas passam por rotação de culturas para garantir a continuidade da produção.

Parte dos alimentos chega à mesa dos consumidores por meio de mercados, restaurantes e feirantes. O casal também fornece produtos para a Cooperu – Cooperativa dos Produtores Rurais de Umuarama, que participa do abastecimento de alimentos para escolas.

No caso dos morangos, a propriedade também recebe consumidores que buscam uma experiência diferente: o “colha e pague”, em que as pessoas podem colher o próprio alimento diretamente do pé.

É uma experiência que aproxima quem vive na cidade da realidade de quem produz no campo.E foi justamente essa conexão com o alimento que conquistou Mariana.

Acostumada à vida urbana, ela admite que a adaptação não foi imediata. “Eu sofri no começo, mas é muito gratificante”, conta. Hoje, ela encontra sentido em cada etapa do trabalho.

“Você poder produzir o alimento, plantar, ver aquilo... Eu sinto uma gratidão muito grande de poder alimentar as pessoas, ver o brilho da pessoa quando pega o teu produto e fala: ‘Nossa, que coisa linda!’. É gratificante. Eu já gosto do meu trabalho”, afirma, entre risos.

Um novo capítulo

A vida que começou como uma solução temporária durante a pandemia ganhou novos significados. A propriedade que recebeu o casal de volta para Umuarama se transformou em um projeto de vida.

Alex, que já tinha familiaridade com o campo, encontrou novamente suas raízes. Mariana descobriu uma nova profissão e uma relação diferente com aquilo que chega diariamente à mesa das pessoas.

A família também encontrou no trabalho conjunto uma forma de crescer, e os planos não param.

Depois de começar sem nenhuma estufa e construir a primeira com os recursos obtidos após a venda da van, o casal já trabalha na preparação do terreno para instalar uma nova estrutura.

“Conseguimos montar duas estufas. E estamos aumentando. Se Deus quiser, talvez tenha mais uma. Estamos arrumando o terreno para mais uma”, projeta Alex.

A história de Alex e Mariana é feita de recomeços. Um casal que precisou deixar para trás uma atividade, retornar às origens e começar praticamente do zero encontrou na agricultura familiar não apenas uma nova fonte de renda, mas uma vida com mais propósito, proximidade com a família e satisfação pelo que produz.

No campo, onde chegaram sem saber exatamente quanto tempo permaneceriam, construíram planos para ficar. Entre uma colheita e outra, seguem cultivando muito mais do que tomates, morangos e hortaliças: cultivam um futuro que começou justamente quando tudo parecia ter parado.

Fonte: Assessoria

Autor do post