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Rádio Costa Oeste
O sonho de infância de escrever e publicar um livro ganhou um impulso decisivo do outro lado do oceano para a estudante Pietra Nisgoski Brandoli, do Colégio Estadual José Armim Matte, em Chopinzinho, na região Sudoeste do Estado. Selecionada para o programa Ganhando o Mundo, iniciativa do Governo do Estado executada pela Secretaria da Educação (Seed-PR), ela passou uma temporada de estudos na Irlanda durante o primeiro semestre letivo de 2026 e decidiu eternizar as memórias da viagem na obra “Quando ganhei o mundo”.
O exemplo ganha destaque nesta quinta-feira (29), data em que se celebra o Dia Nacional do Livro, marco dedicado a valorizar a literatura e práticas pedagógicas que estimulam o hábito da leitura nas escolas brasileiras, incluindo as mais de 2 mil unidades da rede estadual de ensino do Paraná.
A ideia da publicação nasceu a partir de uma diretriz pedagógica do próprio programa de intercâmbio, que solicita aos alunos participantes a elaboração de um projeto final de livre escolha sobre o aprendizado no Exterior. Para Pietra, que embarcou com 15 anos e completou 16 em território irlandês, a atividade logo se tornou uma missão pessoal de inspirar outros jovens da rede pública a acreditarem em suas capacidades.
“Decidi escrever o livro porque o intercâmbio foi grande demais para caber só dentro de mim. Era a experiência mais intensa da minha vida e eu sabia que, se não escrevesse, muitos detalhes se perderiam com o tempo”, explica Pietra.
“Começou como o projeto final do Ganhando o Mundo, mas virou uma necessidade de registrar cada frio na barriga, cada dificuldade com o idioma, as amizades novas, a saudade de Chopinzinho e o quanto eu amadureci. Quando me preparava para ir, procurei relatos de outros intercambistas de escola pública e não achei muitos. Pensei: por que não ser eu essa referência? Quero que a menina do 9º ano olhe para o programa e pense que ela também pode”, relata a estudante.
Sob orientação da professora Fabiana Duarte Nodari e com suporte direto dos pais na organização das ideias e em cada etapa da confecção física, Pietra superou a expectativa inicial de um registro caseiro, resultando em uma edição impressa completa.
“Eu imaginava um livrinho simples, só para mim e para minha família. Jamais imaginei pegar ele impresso nas minhas mãos, com uma capa linda e meu nome como autora. É a prova de que uma aluna de escola pública, do interior do Paraná, pode sonhar grande e realizar”, celebra a jovem, que dedica a publicação aos colegas da rede e ao programa estadual.
Fonte: AEN