Ouça ao vivo
Rádio Costa Oeste 106,5 FM

106,5 FM

Rádio Costa Oeste

Rádio Independência 92,7 FM

92,7 FM

Rádio Independência

Rádio Cultura 820 AM

820 AM

Rádio Cultura

Rádio Terra das Águas 93,3 FM

93,3 FM

Rádio Terra das Águas

Rádio Guaíra 89,7 FM

89,7 FM

Rádio Guaíra

Rádio Itaipulândia 92,3 FM

92,3 FM

Rádio Itaipulândia

Veja todas as Rádios

Paraná registra alta na inadimplência, mas mantém um dos menores índices do país

Pesquisa da Fecomércio PR e CNC mostra que os carnês ultrapassaram o financiamento imobiliário e se tornaram a terceira principal modalidade de dívida das famílias paranaenses.

Paraná registra alta na inadimplência, mas mantém um dos menores índices do país

Quem não tem uma conta a pagar, não é mesmo? No Paraná, 87,2% das famílias possuíam algum tipo de dívida em junho. Entram nessa relação despesas como cartão de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoais, financiamentos de veículos e imóveis, além de cheques pré-datados. Por isso é cada vez mais difícil encontrar um orçamento familiar sem um boleto para vencer. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR).


O percentual de famílias endividadas permaneceu praticamente estável em relação a maio, quando era de 87,1%, mas supera os 84,7% registrados em junho de 2025. Apesar de o endividamento no estado continuar acima da média nacional, de 81,6%, a situação é mais favorável do que em anos anteriores, quando o Paraná ocupava a liderança do ranking nacional. O estado aparece na nona posição entre as unidades da federação, enquanto Rio de Janeiro e Ceará concentram os maiores índices de endividamento do país.


Se por um lado o nível de endividamento permaneceu estável, a inadimplência voltou a crescer. Em junho, 16,7% das famílias paranaenses possuíam contas em atraso, percentual superior aos 15,2% registrados em maio e aos 11,7% observados no mesmo mês do ano passado.


Ainda assim, o Paraná segue entre os estados com menor inadimplência do país. Enquanto a média nacional atingiu 29,9% das famílias, o estado ocupa a segunda melhor posição no ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso.


Também aumentou a parcela de famílias que afirmam não ter condições de quitar suas dívidas. O percentual passou de 3,8% em maio para 4,3% em junho, acima dos 2,1% registrados um ano antes.


O comprometimento médio da renda com dívidas permaneceu praticamente estável no período, correspondendo a 32,6% da renda familiar.


Endividamento por faixa de renda


Entre as famílias com rendimento de até dez salários mínimos, o percentual de endividados passou de 87,8% para 88,0% entre maio e junho. Já entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos houve leve redução, de 83,9% para 83,3%.


Tipo de dívida


O cartão de crédito continua sendo, de longe, a principal modalidade de endividamento dos paranaenses, presente em 91,5% das dívidas. Na sequência aparecem o financiamento de veículos, com 8,5%.


Pela primeira vez em quase 13 anos de acompanhamento da pesquisa, os carnês assumiram a terceira posição entre os tipos de dívida, respondendo por 6,7% dos compromissos financeiros das famílias e superando o financiamento imobiliário, que correspondeu a 6,6% no mês de junho.


Entre as famílias de menor renda, os carnês têm participação ainda maior, representando 7,3% das dívidas. O percentual supera em 2,2 pontos percentuais o financiamento habitacional, que responde por 5,1% dos compromissos desse grupo. O resultado indica que as compras parceladas no comércio vêm ganhando espaço entre esses consumidores, enquanto o financiamento imobiliário perde força em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito.


Já entre as famílias com rendimento superior a dez salários mínimos, o financiamento imobiliário segue em expansão e atingiu 13,6% das dívidas em junho, superando inclusive o financiamento de veículos, com 10%. Nesse grupo, os carnês representam apenas 4,3% das dívidas, mesmo percentual observado para o crédito pessoal.

Fonte: Assessoria

Autor do post