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Rádio Costa Oeste
Uma família de moradores da comunidade rural Linha Nova Brasília vive momentos de apreensão após o ataque de duas onças-pardas no quintal da residência. O caso, registrado por câmeras de segurança durante a madrugada de sábado (17), resultou na morte de dois cães de estimação a poucos metros da porta da casa.
As imagens do circuito interno mostram o exato momento em que os felinos — identificados como uma fêmea e um filhote — invadem a propriedade. A proximidade dos animais selvagens com a área residencial acendeu um sinal de alerta na região.
"Ela veio aqui próxima à churrasqueira e matou dois. Eram duas, tem a filmagem delas. Matou os dois cachorros. Na hora que eu saí para fora e vi aquela cachorrinha morta ali, eu não sabia... fiquei ruim mesmo, sabe?", relatou a senhora Nina.
Mudança de hábitos
A ocorrência alterou drasticamente o cotidiano da família, que antes aproveitava o entardecer para atividades de lazer e manutenção da propriedade, como cuidar do gado e pescar no açude. Agora, o medo de novos ataques impõe restrições de horários e novas medidas de segurança.
"Nós tínhamos toda uma rotina tranquila: tratar as galinhas, o cavalo, os peixes. Fazíamos a limpeza em volta do açude, roçávamos a grama. Sentávamos e pescávamos lá até o entardecer. Mas, após o acontecido, já ficamos em alerta, sempre de olho na mata e nos movimentos", explicou a filha, Analicia Barbosa.
Para evitar novos encontros, a orientação recebida pelos moradores é evitar a permanência em áreas abertas nos horários de maior atividade dos felinos. "Falaram para não ficarmos até tarde fora de casa e nem sair tão cedo, que são os horários que ela busca para caçar. Fomos orientados a soltar bombinhas, porque com o estouro a onça se espanta e se refugia na mata", completou.
Órgãos ambientais
Especialistas apontam que a presença de uma fêmea com filhote tão próxima de moradias pode indicar um desequilíbrio ambiental, como a escassez de presas naturais na mata, o que empurra os predadores para áreas domésticas em busca de alimento.
A família entrou em contato com a Itaipu Nacional e o projeto Onças do Iguaçu, além de outros órgãos competentes. Uma equipe de biólogos deve visitar a propriedade para realizar a coleta de dados e analisar o comportamento dos animais no ambiente. O objetivo é garantir a segurança dos moradores e, ao mesmo tempo, a preservação da espécie.